terça-feira, 31 de maio de 2016

Goethe: Ela caiu, morreu e regozijou-se ainda...

Poema de Goethe, escrito em 1774.
Composição de Wolfgang Amadeus Mozart.
Execução: Elisabeth Grümmer.

Letra original:

Das Veilchen

Ein Veilchen auf der Wiese stand,
Gebückt in sich und unbekannt:
Es war ein herzigs Veilchen.
Da kam ein junge Schäferin
Mit leichtem Schritt und munterm Sinn
Daher, daher,
Die Wiese her und sang.

Ach! denkt das Veilchen, wär ich nur
Die schönste Blume der Natur,
Ach, nur ein Kleines Weilchen,
Bis mich das Liebchen abgepflückt
Und an dem Busen matt gedrückt,
Ach nur, ach nur
Ein Viertelstündchen lang.

Ach, aber ach! das Mädchen kam
Und nicht in acht das Veilchen nahm,
Ertrat das arme Veilchen.
Und sank und starb und freut sich noch:
Und sterb ich denn, so sterb ich doch
Durch sie, durch sie,
Zu ihren Füssen doch.
(Das arme Veilchen! es war ein herzigs Veilchen!)

Tradução:

A Violeta

Uma violeta crescia no campo
Inclinada sobre si e desconhecida:
Era uma linda violeta.
Aproximou-se então uma jovem pastora
Com passo leve e coração alegre,
Ela vinha só,
Cantando através do campo.

Ah! a violeta pensou, se apenas fosse
A mais bela flor da natureza,
Ah, ainda que só por um momento,
Até que a gentil rapariga me colhesse
E me apertasse contra o coração e eu morresse
Ainda que fosse, que fosse
Por um quarto de hora!

Ah! mas ah! a rapariga aproximou-se
E não prestou atenção à violeta;
Ela pisou a pobre violeta.
Ela caiu e morreu e regozijou-se ainda:
Se eu devo morrer, pelo menos eu morro
Através dela, através dela,
Aqui debaixo dos seus pés.
(Pobre violeta! Era uma linda violeta!)